23 de maio de 2009

Livre Comércio e os Economistas

É praticamente consenso entre os economistas de que o livre comércio seja benéfico. Essa percepção ultrapassa barreiras de escola de pensamento (pelo menos das escolas de pensamento que fazem parte do mainline, como os clássicos, os neoclássicos e os austríacos), formando um consenso na profissão.

Como afirma Robert Driskill: "Economists’ views on free trade are more synchronous than on almost any other policy question: they almost universally support free trade as a policy." ou mesmo, numa citação do artigo do Robert, Alan Blinder concorda: "Like 99% of economists since the days of Adam Smith, I am a free trader down to my toes". Mas esse mesmo Robert Driskill argumenta em seu artigo uma posição contrária o livre comércio. Nesse caso o impulso psicológico que o incentiva é óbvio: Numa situação onde todo mundo diz uma coisa, dizer outra quer dizer que se está discordando da opinião da maioria e dessa forma, o indivíduo se coloca acima da maioria. Ao ser contrário ao consenso dos benefícios do livre comércio (pelo menos, a forma como o consenso foi estabelecido), esse economista se sente um gênio, no sentido que pensa que compreende o que os outros não compreenderam.

Mas será que uma posição tão fortemente estabelecida como os benefícios do livre comércio pode estar errada? Bem, se eu fosse apostar em qual das teorias se pode confiar mais, a teoria da vantagem comparativa esta praticamente para a economia assim como as leis de newton estão para a física. Simplesmente, se duas pessoas trocam, elas se benefíciam, do contrário, não iriam trocar, não importando se essas pessoas moram na mesma unidade politica ou se existe uma linha imaginária separando os indivíduos.

1 comentários:

Mamed disse...

Em sua forma pura, eu acredito, sim, no livre comércio.

Contudo, essa forma pura não existe. O livre comércio surge a partir de negociações entre nações e, nessas negocia~ções, prevalecerá sempre o ponto de vista do mais forte. A assimetria é muito grande.

Por isso, ao se implementar o livre comércio deve-se fazê-lo em setores da economia onde seja possível competir e o Estado deve estar presente para corrigir imperfeições.

Vantagem comparativa? Hahaha...a velha questão da vocação agrícola que condena os países primários a continuarem primários..não acredito mesmo nisso, a não ser como forma de dominação externa.